Depoimentos

JOÃO FRANCISCO PEREIRA

João Francisco Pereira – 38 anos – vendedor, está em tratamento na Sala Azul e na fotônica.

João nos conta que não dava muita importância quando, às vezes, tinha mal-estar, falta de ar, suava, e a pressão ficava alta. Mas esse problema começou a se repetir e ele ficava cada vez pior, até que, em fevereiro de 2004, teve uma crise mais forte. Foi atendido no posto de saúde de São Bernardo do Campo, fez um eletrocardiograma, e a médica que o atendeu disse que havia a marca de um enfarte sofrido há algum tempo, o que ele desconhecia. Como continuava mal, foi removido de ambulância para o hospital Príncipe Humberto, no mesmo município, para outros exames. Fez vários, mas ali não conseguiram chegar a um diagnóstico sobre o seu problema. Foi, então, novamente removido para um local melhor equipado, o Hospital Mário Covas, em Santo André, para fazer mais exames.

Para ele, sua mulher, Elizabete, e os três filhos – Renato, Carina e Aline –, foi um período muito angustiante. Todos muito preocupados com o sofrimento de João, que não melhorava e ainda emagrecia visivelmente.

Depois de 27 dias de internação, veio o diagnóstico: cardiomeopatia dilatada. Com um tratamento específico para a doença, recebeu alta. Mas continuou se sentindo mal.

Em março, veio para o Reencontro, por onde passava toda vez que se dirigia ao trabalho; o local chamava sua atenção porque se simpatizava com o espiritismo.

Chegou amparado, pois estava muito fraco e precisava de apoio para se locomover. Passando pela triagem, o tratamento recomendado inicialmente foi DSB, sala azul e fotônica.

Uma outra vez, com muita falta de ar, foi atendido no pronto-socorro do último hospital, quando um litro de água foi retirado do seu pulmão. Em abril, como não dormia, não tinha apetite, suava muito e com muita falta de ar, foi internado com os mesmos sintomas, e os médicos avisaram que talvez fosse necessário um transplante. Lá, depois de mais 20 dias internado,
recebeu alta, e com a recomendação de continuar o tratamento com remédios, aguardar a reação do organismo e a possibilidade do transplante. Passou também por um tratamento psiquiátrico – pois achavam que ele estava com depressão –, mas não se deu bem com os remédios.

Quando saiu do hospital, voltou no mesmo dia para o Reencontro. Estava muito desgastado, tanto fisica como emocionalmente. Já tinha emagrecido 29 quilos. Mas com fé e o apoio da família continuou o tratamento.

Desta vez começou a reagir: melhorou o apetite, o suor foi reduzindo e diminuindo a falta de ar. Foi se acertando com os medicamentos, e melhorando a cada dia. Adquiriu mais confiança, passando a dormir melhor, a ficar mais animado e a ter mais força.

Ainda de licença no trabalho, continua o tratamento médico e também aqui no Reencontro. Sempre que possível, participa das palestras, tentando assimilar os ensinamentos, mas, segundo suas próprias palavras, “está mil por cento melhor”. Continua perseverante e confiante em sua cura total.

Assim seja, João!

Estamos vibrando por você!

Roseli Bernardo - janeiro/2005

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