| Depoimentos |
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LUCI
PEREZ MENDES Em
outubro de 97, Luci pesquisando uma gastrite descobriu um tumor maligno.
Em dezembro, por ato cirúrgico, teve um terço do seu estômago
extirpado. Mas em abril de 98 surgiu outro tumor no fígado, acompanhado
de metástases. Foi
com este histórico que Luci Perez Mendes, a convite de uma amiga,
chegou ao Reencontro em fevereiro de 98. Iniciou
o seu tratamento nas Salas Azul e Verde. E já no primeiro dia teve
a certeza que no Reencontro estavam os instrumentos que dariam a ela a
tranquilidade necessária para enfrentar a grave questão
de saúde: o câncer. Durante
todo o ano de 98 submeteu-se ao tratamento quimioterápico, com
o médico da sua confiança. Em
Julho de 98 teve um derrame pleural. Realizadas a punção
e a biópsia do líquido pleural. Mas o seu estado físico,
de tão debilitado não possibilitou a biópsia da pleura,
razão pela qual não houve a confirmação de
que a enfermidade também estava ali. Apenas a desconfiança.
A quimioterapia, a partir de então, passou a abranger também
o pulmão. Buscando a origem do inchaço surgido no corpo, em dezembro de 98 a insuficiência renal descoberta era efeito colateral do tratamento médico. Não pode mais trabalhar até fevereiro de 99. Mas sempre fiel ao seu tratamento energético no Reencontro e firme no seu propósito de recuperação. Passou então para a UTI espiritual do Reencontro. Em abril de 99 uma reavaliação médica, surpreendentemente revelou a ausência do tumor no fígado, em seu lugar apenas algumas manchas. Até mesmo o exame de sangue não acusava mais as células cancerígenas. O médico de Luci mostrou-se surpreso ante a delicadeza do caso, indagando onde ela havia ido. Ela relata que também submeteu-se à seis cirurgias mediúnicas em outra cidade, onde solicitavam que buscasse tratamento espiritual paralelo. Hoje Luci está com 47 anos, há 1 ano e 7 meses sem medicamentos e sem qualquer restrição para a vida. Trabalha com transporte escolar de crianças, em dois turnos diários. Relata que na primeira vez em que esteve no Reencontro se encontrava muito triste. Mas voltou para casa cantando. E toda a família, curiosa, foi conhecer o local. Uma das três filhas já cursa os Módulos. Luci e o seu marido iniciarão neste mês o primeiro deles. Diz ainda que as questões no contexto familiar foram muito suavizadas pela participação de todos nas atividades da Casa. Ela entende que apenas o tratamento médico não teria sido suficiente para a sua cura. Que sem o Reencontro não teria superado o problema. Tinha fé, que aliada ao tratamento na Casa foi fortalecida e em nenhum momento duvidou da possibilidade de recuperar-se. Luci sempre ressalta a sua convicção na força encontrada no Reencontro, quer energicamente, quer pelo conhecimento através das palestras, para enfrentar a enfermidade. Ela tem a consciência da origem da doença: uma contrariedade familiar e a sua dificuldade em perdoar. O que mudou na sua vida foi que antes vivia apenas para o trabalho e o dia a dia e depois teve a sua sensibilidade despertada e uma nova vivência, a interna. E agora Luci acalenta um novo sonho na vida: o de trabalhar no Reencontro, como voluntária, só para ter o prazer de dar para os outros tudo o que já recebeu. Cada um tem um caminho à trilhar e quem sabe esse tenha sido o de Luci para chegar até aqui, e certamente, em breve fazer parte do corpo voluntariado da Casa e conhecer o outro lado. Ao que parece ela veio para ficar. Mariland Leutwiller - julho/1999 |
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