| Depoimentos |
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MARIA
HILDA Recebo,
da Secretaria e por e-mail, vários depoimentos de assistidos, contando
as suas histórias. Gostaria de saber mais de todas e escrever sobre
todas, mas é praticamente impossível; por isso, ainda hoje,
a escolha é feita com a intuição. Penso: quem devo
entrevistar? Escolho e entro em contato. Ela
começou dizendo que era muito importante fazer este depoimento,
pois gostaria de trazer uma mensagem positiva. Contou que vem ao Reencontro
desde novembro, quando ganhou de uma cliente uma revista nossa. À
época, procurava um lugar para levar seu filho Floriano, que andava
muito agitado, nervoso, dormindo muito mal. No
ano em que Floriano nasceu, existiam apenas 16 casos registrados. Ela,
então, foi atrás de informação sobre a doença:
nas bibliotecas, em livros, enciclopédias e instituições;
fez tratamento médico na USP, na AACD, Hospital Defeitos da Face,
Beneficência Portuguesa, Cruz Verde, Humberto I. E, hoje, faz acompanhamento
no Hospital Menino Jesus, no bairro do Bixiga. Atualmente,
Maria Hilda está separada; ela não quis manter o casamento
por causa do filho excepcional, mas mantém a família, pois
existe muito amor e respeito entre todos. O Floriano está com treze
anos e, desde que ele nasceu, a vida de Maria mudou completamente. Ele
é uma criança muito feliz, diz. É meu professor,
pois com ele, e por ele, percebeu a necessidade de estudar, fez supletivo
e se formou no segundo grau, junto com o filho mais velho. E também
percebeu a necessidade de trabalhar para ajudar nas despesas, fez curso
de corte e costura e passou a fazer consertos de roupas. Por precisar
levá-lo para tratamento em diversos lugares, aprendeu a dirigir,
tirou carta de motorista e comprou um carro. Trabalhava como autônoma
e, há seis meses, abriu uma microempresa. Mora na Vila Mariana,
perto do trabalho e da escola do Floriano – a Ahimsa – Associação
Educação para Múltipla Deficiência, Surdo e
Cego. Adaptou tudo em casa e no trabalho para o Floriano; ele não
fala, mas se comunica muito, e muito bem, principalmente com ela. Juntos,
eles fazem um curso de comunicação por sinais tateis e ela
conta que “tomou gosto pelo planeta excepcional”. Acredita que eles são um presente, um presente
de Deus para mães especiais, que precisam ensinar e aprender com
eles. Parabéns!!! Maria,
Mulheres e Mães Roseli Bernardo - abril/2005 |
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