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Vários estudos biológicos demonstram que um sapo
colocado num recipiente com a mesma água de sua lagoa,
fica estático durante todo o tempo em que aquecemos a água,
mesmo que ela ferva.
O sapo não reage ao gradual aumento de temperatura
(mudanças de ambiente) e morre quando a água ferve.
Inchado e feliz.
Por outro lado, outro sapo que seja jogado nesse recipiente
com a água já fervendo salta imediatamente para fora.
Meio chamuscado, porém vivo.
Às vezes, somos sapos fervidos, não percebemos as mudanças.
Achamos que está tudo muito bom, ou que o que está mal
vai passar - é só questão de tempo.
Estamos prestes a morrer, mas ficamos boiando,
estáveis e apáticos, na água que se aquece a cada
minuto.
Acabamos morrendo inchadinhos e felizes, sem termos
percebido as mudanças à nossa volta.
Sapos fervidos não percebem que além de ser eficientes
tem que fazer as coisas. E, para que isso aconteça,
há necessidade de um contínuo crescimento,
com espaço para o diálogo, para a comunicação
clara,
para dividir e planejar, para uma relação adulta.
O desafio ainda maior está na humildade em atuar
respeitando o pensamento do próximo. Há sapos fervidos
que
acreditam que o fundamental é a obediência,
e não a competência: manda quem pode, e obedece
quem tem juízo. E, nisso tudo, onde está a vida de verdade?
É melhor sair meio chamuscado de uma situação,
mas vivos e prontos para agir.
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